
terça-feira, 7 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Nascer para se espalhar
Ontem estreou o novo programa da TVI, “Nasci para Cantar”. Um programa que tal como o antiquíssimo Chuva de Estrelas se propõe descobrir novos talentos na área da musica, com grande destaque para a imitação do artista. Mais um programa de música. Será que a TVI não tem ideias mais originais para os domingos à noite?
O programa também teve como novidade a estreia do Herman na TVI. Um Herman muito apagado, apoiado nas piadas clichés das velhas personagens áureas de outros tempos. A verdade é que a idade não perdoa mas trocar o humor pela “corriquerice” de um programa populacho de música, e ainda por cima, na TVI, a gente não perdoa.
O programa também teve como novidade a estreia do Herman na TVI. Um Herman muito apagado, apoiado nas piadas clichés das velhas personagens áureas de outros tempos. A verdade é que a idade não perdoa mas trocar o humor pela “corriquerice” de um programa populacho de música, e ainda por cima, na TVI, a gente não perdoa.
Focault - A história da sexualidade


Estou maravilhado com estes dois livros. Finalmente encontrei-os na biblioteca da faculdade, requisitei-os e devorei-os. A História da sexualidade II: O uso dos prazeres e A História da sexualidade III: o cuidado de si, ambos de Michel Focault e ambos das edições Relógio d’agua (editora muito gay, por sinal).
Eu já tinha lido o livro Amor e sexualidade no Ocidente de George Duby (com alguns textos de autores referência, como por exemplo, Paul Veyne) e tinha adorado, pois o livro falava, em dois capítulos, sobre a homossexualidade nas sociedades greco-romanas e tinha um outro capitulo dedicado ao nascimento de uma minoria.
Focault vai mais longe e estabelece relações entre as múltiplas concepções de sexualidade (o termo grego para sexualidade é afrodisia) e os saberes produzidos pelas sociedades assim como os seus discursos sobre a verdade. Esmiúça ao máximo textos antigos para perceber as dinâmicas e os conceitos referentes à sexualidade e o trabalho é espantoso.
Começa por desmistificar a hipótese repressiva referente à moral sexual das sociedades ocidentais actuais, fruto da ideologia judaica-cristã. Ao estabelecer uma comparação entre as sociedades pagãs e o posterior avanço do cristianismo que teve como consequência a formulação de uma nova concepção de sexualidade, demonstra inclusive que a Antiguidade (o exemplo estudado são as sociedades greco-romanas, em quatro grandes dimensões quanto à moral sexual: a natureza do acto sexual, o casamento – ou vinculo económico, como quiser – e a fidelidade monogâmica, a relação com os rapazes – a questão da homossexualidade masculina – e a abstenção sexual) já problematizava essa dimensão e que “não era tudo ao molho e fé em Deus”.
Rejeitou, no entanto, uma linha de continuidade legitimadora. A grande diferença entre estas sociedades no que toca à moral sexual, é que a Igreja procurou fundamentar as suas regras coercivas, de uma forma universal, assertiva, rígida e institucional, impondo normas a uma perspectiva colectiva, ao passo que as sociedades antigas, sugeriam a sua moral, erigida duma perspectiva individualista.
Fascinante!
País liberal?
Dr. Quintino Aires na Telenovelas nº 598, Julho de 2009 página 60, em resposta a uma carta da Anabela de Leiria, na secção “gays e lésbicas”:
“Esta a sofrer por causa de um assunto que não se justifica (assumir a homossexualidade). Estamos em 2009, e num país extremamente liberal.”
“Esta a sofrer por causa de um assunto que não se justifica (assumir a homossexualidade). Estamos em 2009, e num país extremamente liberal.”
Doutor Quintino, não parece que vivamos no mesmo país.
Frase da Semana
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Avanços e recuos - India 1 Lituânia 0

Se por um lado os homossexuais indianos já podem soltar a franga (a homossexualidade passou a ser discriminalizada, agora vem o resto), a Lituânia regride na questão dos direitos humanos.
Só uma coisinha: parece-me anti-constituicional visto que a Lituânia é oficialmente um país europeu.
Já agora, o meu comentário (re-editado) no site do Público em que se dava a notícia sobre a despenalização da homossexualidade:
É engraçado constantar que a India, até as alturas da colonização, nao tinha legislação a proibir a homossexualidade. Com a colonização e com subsequente evangelizaçao dos povos é que se passa a enquadrar a homossexualidade como um crime. Conclusão: as sociedades antigas nao criminalizaram nem perseguiram a homossexualidade.
Dessa forma, a homofobia é um processo anormal, fruto das concepções da Idade Média e do pensamento religioso que pune qualquer sexualidade não reprodutiva (como, por exemplo, o sexo oral/anal entre homens e mulheres) e a homossexualidade têm que ser perspectivada como uma componente da sociedade humana, na medida em que NENHUMA sociedade foi exclusivamente heterossexual, logo uma sociedade exclusivamente heterossexual é uma sociedade ANORMAL (como propunha o proprio Sartre, pai do existencialismo).
Aliás, William Naphy, na sua obra Born to be gay, partilha da mesma ideia que eu...
Lágrimas de coca-cola
Acho um piadão ao novo anúncio da Coca-Cola. Lembra-se daquele quadro com um menino chorão que a esmagadora maior parte das avós portuguesas tem na sala? Ele também aparece.
Hey torô lindo
O gesto que valeu a demissão do ministro da Economia, Manuel Pinho. Se lhe serviu a cornadura…
Conheça outras gafes de outro/as politico/as:
Conheça outras gafes de outro/as politico/as:
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Tiga - Gentle Giant
O Ciao Tiga é um álbum incrível. Estranha-se e depois entranha-se, como a Coca-Cola. Esta faixa, produzida por James Murphy dos LCD Soundsystem é uma delícia, sendo mesmo uma das preferidas do cantor. O som orquestral e incrivelmente solene acompanhado de uma beat retro profunda pedida emprestada, certamente, a Crystal Castles, penetra nos nossos corações intensamente. A letra é sincera. Para ouvir no bar, no final da noite, ressacado/a, ou para dedicar à pessoa que mais gostamos.
Anita Bryant à portuguesa

O blogue “Os Tempos que correm” propõem-se a elucidar a verdade política a tod@s portugueses e portuguesas relembrando o que representa Manuela Ferreira Leite numa posição de poder. Para depois, daqui a três meses, não nos lamentarmos, cuidadinho a votar.
Sim, porque uma boa parte dos meus amigos e amigas vai votar PSD. Sim, o PSD cuja líder é detentora de pérolas como “vamos ficar sem meses sem democracia” ou “não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que passa”. Sieg Hiel!
Sim, porque uma boa parte dos meus amigos e amigas vai votar PSD. Sim, o PSD cuja líder é detentora de pérolas como “vamos ficar sem meses sem democracia” ou “não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que passa”. Sieg Hiel!
Trintão

O walkman faz 30 anos. A sua grande novidade foi massificar a música portátil, missão, hoje em dia, do gabarito dos mp3s e dos iPods. Os primeiros custavam um balúrdio (previsível) mas a Sony fez com que o preço baixasse após a sua comercialização massiva (leis do mercado).
Recentemente, a BBC fez com que um adolescente de 13 anos usasse um. Conclusão: demorou 3 dias a descobrir que uma cassete tinha dois lados.
Há bicicletas e bicicletas

«Introduzir o ensino do copyright nas escolas é, portanto, uma decisão acertada. O problema é se quem o patrocina tem interesses mais do que evidentes e materiais na questão (como é o caso!) e se utiliza mensagens generalistas e perigosamente axiomáticas do tipo “descarregar uma música é como roubar uma bicicleta”. Seremos mesmo ladrões de bicicletas, como no título do memorável filme de Vittorio de Sica? Não é bem assim. Parafraseando George Orwell, ele há bicicletas e bicicletas, e nem todas as bicicletas são iguais. As bicicletas brancas de Amesterdão (infelizmente desaparecidas) não se roubavam, destinavam-se ao “uso comum”, conceito chave nesta coisa do copyright.»
Dr. Bakali in Viagens na minha linha, Blitz nº 37, Junho 2009, pág. 114. (até fiz uma citação e tudo).
Não diria melhor
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Kasa da praia reabre em 2010

Sim, aquele edifício velhote em frente ao Parque da Cidade, a cair de podre, que a única utilidade que possui é ser abrigo para toxicodependentes e zona de engate para quem estiver aflito, vai reabrir como discoteca. A agência responsável é a K, a mesma que detêm a Kaos e o Kremlin. Promete! A ver vamos…
Kindle

Tem menos de um centímetro de espessura (0.91cm), dimensões de 20cm por 13cm e pesa 289gr. É a mais recente novidade do mundo das novas tecnologias. Quando pensamos que nada mais poderia ser inventado ou reinventado, surge-nos o Kindle. O que é o Kindle? De uma forma simplista, é um livro digital. Tendo em conta a crescente vaga do consumo de iPods, até não é assim tão surpreendente.
Discriminações

Um pénis simboliza mais salário? Quer dizer, pode simbolizar, de facto, mas por essa ordem de ideias as mulheres ganhariam o dobro. Imaginem porquê…
Brüno

O irreverente Sacha Cohen está de regresso e desta vez o Borat não compareceu à chamada. Na sua vez, surge Brüno, o repórter gay austríaco mais conhecido do mundo. Depois de ter sobrevivido à queda que sofreu na gala dos MTV, levando tudo à frente, Eminem incluído, Brüno regressa com um novo documentário (o primeiro tinha o nome sui generis). Irreverente, Sacha não perde o humor corrosivo. Aliás, os mais recentes cartazes de promoção são a prova viva. Neles, podemos ver a pose nelly bottom de Brüno no meio de uma seara de malmequeres.
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