terça-feira, 30 de junho de 2009

Liftings políticos e dePUTAdas




Eu percebo que a mentira, o disfarce e a omissão sejam mecanismos sociais importantíssimos que permitem a coesão das relações sociais. Eu percebo que esses mecanismos, a par da gestão da imagem e do marketing, sejam estratégias políticas cruciais para se vencerem eleições. Não percebo, no entanto, a estratégia da vitimização; alguém que, de repente, decide mudar radicalmente a sua imagem, como que por momentos, pusesse a mão na consciência e decidisse se arrepender do despotismo caótico em que consistiu as suas acções (governativas).

Tal e qual uma criança, que no Natal come a sopa toda para receber um grande presente, e no dia um de Janeiro, na melhor das hipóteses, volta a armar das suas (um dos mecanismos de defesa do ego freudiano, exemplificativos desta situação, chama-se regressão). Infelizmente, não se podem fazer liftings políticos nem Maria Madalena pode vir a ser uma deputada (no máximo dos máximos, putada).

(Credo! O trocadilho das dePUTAdas parecia uma piada com o Berlusconi…)

Fracturante é a discriminação


Oh gente, por favor, interiorizem esta merd@!


Quando alguém discursa contra o Casamento entre pessoas do mesmo sexo não pode defender o interesse dos direitos dos cidadãos e cidadãs. DAH! E porquê?

Vamos explicar isto usando um silogismo:


Todas as pessoas têm direitos
Os homossexuais são pessoas (lamento imenso mas são)
Os homossexuais têm direitos, boa?


O livre acesso ao direito ao casamento civil é um direito!

XXXXXL


Fogo, 5 X’s? GOD!

Liberdade financeira (bota liberdade nisso!)


No meu tempo não havia nada disto. A nudez era expressamente proibida nos anúncios publicitários (quem ouvir, até parece que tenho 500 anos). É permitido porque são rabiosques de meninos mas imaginem que era uma menina com os marmelitos de fora… Olhem que há quem adore marmelitos mas também quem adore rabiosques!


Liberdade financeira - bota liberdade nisso, nem que seja pelos folgados bolseiros de Wall Street né?

Depois de Jackson


Data das eleições - Não te deixes enganar!

Venham as tragédias menores


“No decorrer dos últimos três meses, houve um espaço alternativo para os textos do Rui Tavares: as crónicas da revista Blitz. A ausência de constrangimentos temáticos e o ritmo de publicação mensal proporcionaram-lhe «liberdade total; mais liberdade do que alguma vez tive na imprensa». E é dessa liberdade, traduzida em virtuosismo literário e cultural, que os leitores podem agora desfrutar.” Blitz, nº 37, pág. 107


O livro compilatório de Rui Tavares chama-se “O fiasco do Milénio e outras tragédias menores”, a editora “Tinta da China Edições” e vou já reservar o meu.

Rui Tavares é historiador, candidato a eurodeputado pelo BE, escreve na Blitz e no JN (última coluna) e é alguém que eu admiro.

My name is Petrova, Nani Petrova


«Sempre tive namoros que terminaram porque as minhas namoradas não compreendiam o meu desejo de vestir lingerie feminina antes do início do acto sexual. Agora tenho uma namorada que não se importa e por isso as coisas correm bem (…)» C.S. Faro, Maria n.º 1599, pág. 52
Mais tarde ou mais cedo, elas vão descobrir que fazes show no Finalmente…

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Amostra de um preconceito


Quando reparo em alguns estudos sobre sexo, género, sexualidade ou educação sexual não deixo de sorrir com alguma ironia quando a questão da homossexualidade, pura e simplesmente, não aparece.

Mas a minha questão fulcral não é essa. De facto, em muitos estudos recentes sobre sexo, a questão da homossexualidade parece surgir, normalmente nas questões estatísticas. As perguntas mais relevantes, relativas a essa dimensão, são: “Considera-se homossexual?” ou “Já teve alguma experiência homossexual?” (Ver estudos da Visão)
Contudo, o que me provoca um valente ataque de riso são as respostas percentuais: “5%”, “6%”. Respostas percentuais que parecem só existir para nos distinguirmos de países não ocidentais como o Irão e não chegarmos à conclusão que “afinal, os homossexuais não existem, aqui no Ocidente”.

Outro motivo para rir são aquelas conclusões de que a mulher é tendencialmente bissexual. Desculpem, mas estou-me a grisar outra vez. Leiam este meu poste e percebem porquê. Escusado também será dizer que os estudos cujo ilações finais são essas são elaborados, normalmente, por homens heterossexuais.

A questão dos estudos estatísticos e a sua veracidade são um assunto polémico em Psicologia, particularmente no que se refere à população LGBT, por questões óbvias de impossibilidade de comprovar a orientação sexual e a sua imutabilidade e relativas ao estigma da visibilidade homossexual.

Já desde dos velhinhos anos 50 que Kinsey, o pai da sexologia, comprovou que 10% da população norte-americana considerava-se homossexual e que 36% dos homens já tinha tido, pelo menos, uma experiência de cariz homossexual (sexo oral/anal/masturbação). E estamos a falar de homossexualidade masculina. Com tal facto, Kinsey foi imediatamente atacado, principalmente no que toca à viabilidade da escolha da amostra (homens presidiários) e porquê? Porque certas verdades não são para serem ditas.

O mais irónico é que, apesar das sociedades ocidentais começarem a abrir a sua mentalidade relativamente à questão da homossexualidade, o número (10%) tenha diminuído dos anos 60/70 (anos decisivos no movimento dos direitos LGBT) até aos nossos dias (cujo aceitação supostamente deveria ser maior), para 5, 6%. Estranho não é?

Não sei até que ponto a percentagem não terá também um motivo político, com o objectivo de controlar as mentalidades: se se comprovar que os homossexuais são demasiados, obrigaria a reacção homofóbica a ser mais intensa, então dá-se um número percentual para ver se agrada aos homofóbicos que esperam que nós sejamos poucos (o que contradiz a sua homofobia, na medida, em que os homossexuais, como são apenas 10%, não representam um perigo para a perpetuação da espécie, logo, não devem ser reprimidos) e os homossexuais porque, embora minoria, se perspectivarmos que 1 em cada 10 pessoas não é hetero até parecem alguns. E os próprios 10% também me parecem uma percentagem estranha…

Em 2005, o Expresso publicou um estudo onde se afirmava que 10% dos portugueses era homossexual. 1 em cada 10 pessoas. 100 em cada 1000. 1 milhão em 10 milhões de portugueses. A questão é: homossexual tipo quê? Gay ou lésbica? Tudo junto? E os bissexuais? E os transsexuais? E as pessoas, homens e mulheres, que ao longo da sua vida experimentaram, pelo menos, um acto homossexual (oral/anal/masturbação)? E aquele/as que se ficam pela curiosidade? E aquele/as que recalcam os seus desejos homossexuais ou bissexuais, por vários motivos que confluem num: a homofobia?

Partindo da minha experiência pessoal, pergunto: quantos homens que eu conheço, alguns pseudo-heteros como o filho do meu padrasto que agora está casado com uma mulher mas que teve varias experiências homossexuais comigo, nunca na vida confessariam ser homo ou bissexuais a um/a psicólogo/a, mesmo num clima de anonimato e confidencialidade?
Acredito piamente que, nós homossexuais, sejamos uma minoria e condeno estudos entusiastas que digam que sejamos uma maioria mas não contem comigo para acreditar que 10% é um número bonito, porque, sejamos sinceros, o filho do meu padrasto nem consta nele.

Sabe quem é Mary Isabel Catherine Bernadette O'Brien?


Dusty Springfield

Burlasconi


Os gajos muito politicamente correctos, conservadores e moralistas têm, na maior parte dos casos, algo a esconder. Berlosconi não é excepção.

É nacional, é bom (quer dizer, depende do boi...)


Consumam leite nacional, por favor pessoas. Com tanto boi por aí escusam de importar leite espanhol

Taga-me


A mensalidade do tarifário TAG da Optimus não é descontado mensalmente como acontece no tarifário Extreme/Extravaganza da Vodafone, ou seja, tudo o que se carrega é saldo visto que é só preciso carregar mensalmente e o dinheiro continua lá.
Acho que vou mudar de operadora…

A força da gravidade


“Tas a descer para cima ou vens por ali?” Liliana

Frase da Semana

«A psicologia nunca poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que detém a verdade da psicologia » Michael Focault

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Padrinho de casamento


O irmão gay de Collin Farell, Eamon Farell, vai casar e Collin vai ser o padrinho. Que bonito!

E Madonna chora a morte do Rei

O Rei está morto


Recebi a noticia ontem à noite e, tal como aconteceu há um ano e tal atrás, quando recebi a noticia da morte do actor Heath Leadger, estou chocado! Não é que gostasse muito do cantor, à excepção de algumas canções, mas o gajo é um ícone mundial e a morte continua a ser um assunto tabu.

Nos nossos quotidianos, parece que somos imortais, até que nas maiores sedas cai a nódoa e aí chegamos à conclusão que, na vida, só existe uma inevitabilidade: a morte. Ninguém escapa…

A esta altura, não há blogue que comente a notícia...

Ascese - Uma das fases da bicha


Estava a vaguear pelo dicionário e encontrei um termo que me causou uma curiosidade enorme:



Ascese: A ascese (do grego ἄσκησις, derivado di ἀσκέω, “exercitar”) consiste na prática da renúncia do prazer ou mesmo a não satisfação de algumas necessidades primárias, com o fim de atingir determinados fins espirituais. É uma espécie de celibato mas menos condicionado.


Eu sempre me senti atraído pela filosofia de abnegação de Ricardo Reis (com a excepção do desprendimento em relação aos bens materiais) e a ascese não deve estar muito longe.
Passo a explicar as razões pelas quais eu me tornei, ou pelo menos, me ambiciono tornar num ascético:


Quando era chavalo, sempre fui muito importunado pelas hormonas, aliás, como qualquer adolescente. Some-se ao facto de esse adolescente ser gay e estar na fase da auto-descoberta sexual. Dos meus 16 aos meus 20, não parei um segundo. Experimentei quase de tudo, a nível sexual. A minha energia libidinal, o meu despudor e as oportunidades não cessavam. Penso que seja normal, entre os adolescentes. Se os homens heterossexuais tivessem as mesmas oportunidades com as mulheres, certamente, seriam até piores que eu.
Esse meu desejo avassalador era acompanhado com uma necessidade intrínseca de amar e, principalmente, ser amado (a baixa auto-estima não é por acaso). Não sei até que ponto é que isso era uma desculpa para me dar carnalmente ou eram mesmo ilusões do foro sentimental (sempre fui fascinado pelas relações romantizadas, eternamente monogâmicas e conceptualmente perfeitas).


Seja como for, à medida que fui crescendo, ganhei uma nova concepção de mim mesmo, e se os meus 20, 21 foram caóticos (crises de identidade), aos meus 22 já não estou para aturar algumas merdas.


Nas questões do afecto e da sexualidade ganhei um novo estofo. Tornei-me exigente. É obvio que novos projectos (tirar a carta, arranjar emprego, acabar o curso, etc.) implicam novas necessidades e posturas assim como determinadas reflexões sobre a vida em geral, mas penso que me tornei mais consistente, duro e impertinente. Já nada me serve. Já experimentei muita coisa, nem tudo me convêm. Pareço o Variações na música Estou Além (até rimou).


No campo amoroso, só me aparecem chavalos (aquela classes de pessoas, de 18 anos para cima, sempre disponível para a queca) indecisos ou que depois do acto fazem logo o filme do Romeu & Julieto; frustrados que não dão a cara e que usam e abusam do ciberespaço, do sexphone ou das zonas de engate (WC’s, estações de serviço, etc); gajos com PDM, que misturam uma característica natural da personalidade “ser-se directo” com um defeito terrível, a inconveniência (falta de tacto, a quanto obrigas!) e, que na maior parte das vezes, tratam os outros como lacaios da sua snobice ou da sua “evidente” beleza física. E muitos outros (estou mesmo a pensar postar sobre isso).


Não tenho pachorra para hi5’s, msn’s, gaydares, o habitat das bichas frustradas ou das indecisas. Não tenho pachorras para “vamos tomar café” (que, na maior parte das vezes, traduz-se por “vamos dar uma queca”) e cada uma das pessoas está para ali a interpretar um papel para ver se encaixa na expectativa do outro. Estou farto de gajos. Pelo menos, de gajos gays/bis que são o meu alvo preferencial, por motivos óbvios.


Não tenho pachorra para gays homofóbicos e bichinhas adestradas. E por favor, gays moralistas (que de moral percebem pouco) não me apareçam à frente…


Sinto que, por vezes, desperdicei oportunidades de construir boas amizades em detrimentos de quecas fugazes e, diga-se de passagem, à medida que se vai crescendo vai ficando mais complicado construir boas amizades (seja lá isso o que for…).


Não vou conseguir aniquilar o meu impulso, então vou converte-lo para outras práticas. Uma espécie de canalização freudiana. Aliás, como Focault propunha para a identidade homossexual.
Vou viver a minha vida. Viver para mim. Amar-me. Isso é o que realmente importa. Deixando os outro/as presumirem o que quiserem. Cheira-me é que já o devia ter feito…

Bicha do Demónio – literalmente…