sexta-feira, 10 de julho de 2009

Contra o preconceito, marchar marchar


É amanhã a 4ª marcha LGBT do Porto. Eu confesso, eu não vou mas por imperativos de força maior, não pelos argumentos dos costume em relação às marchas ou eventos LGBT.


Consta que existem algumas desavenças anteriores no que toca à marcha do Porto devido ao facto de esta possuir coligações com outros movimentos como os Poliamor, associações SOS Racismo e movimentos feministas (o que faz com que a rede ex-aequo não ponha os pés na marcha) e que leve os activistas a estabelecerem uma guerra cerrada entre eles.


Outro problema prende-se com os preços exorbitantes praticados na festa do Sá da Bandeira (10€ = 1 bebida, e espero que seja branca). Compreendo que muito desse dinheiro reverta para causas como ajudar os seropositivos do hospital Joaquim Urbano mas acho, por outro lado, um abuso. Além disso, não gosto da forma como a festa no velhíssimo teatro Sá da Bandeira transforma a comunidade LGBT num autêntico gueto e é aí que se percebe as grandes diferenças entre Porto e Lisboa. Quer dizer, para já não falar das condições do teatro. Um dia, um homofóbico lembra-se de por lá uma bomba e vai metade do bixedo portuense pelos ares. É o que dá ter um presidente de câmara alaranjado com coligações ao CDS-PP.


Mas para não dizerem que eu sou “uma bicha negativista”, vão à marcha e à festa (à festa vai toda a gente, garanto) e divirtam-se. Só se pode ser bichona duas vezes por ano em Portugal. Uma é na marcha, outra no Carnaval.

1 comentário:

João Roque disse...

Já tinha feito a pergunta: porque não um Arraial mesmo, no Porto? Afinal a resposta está no "rio"...
quando o Santana aqui mandava também nos desterrou para o cu do judas; espero que a população gay de Lisboa, se lembre disso agora nas eleições autárquicas; aí no Porto, parece mais que certo que o "rio" vai continuar a correr, infelizmente.
Abraço.