
Comentário da minha avó:
"Foi preciso vir cá o Chavez para diminuírem o preço da gasolina."
Caso para dizer, o Sócrates chave muito...
Condenado por pensar que vizinho abusou do gato
O spot publicitário, que tem a duração de cerca de 30 segundos, começa com uma voz off feminina a afirmar “é a maior celebridade mundial”, enquanto que passam imagens do senador de Illinois em Berlim, entrecortadas de fotos da cantora e da herdeira norte-americana.
“Mas estará preparado para liderar?”, interroga-se a narradora, acrescentando que o candidato democrata à Casa Branca se opõe às explorações petrolíferas no mar e que quer aumentar os impostos sobre a electricidade.
O anúncio termina com afirmação “impostos mais altos e mais petróleo estrangeiro. É esse o verdadeiro Obama”, e com uma fotografia de John McCain e a voz deste a dizer “sou John McCain e aprovo esta mensagem”.
Ataques pessoais? Política é diferente da Tertúlia Cor de Rosa das manhãs da Fátima ok?
Pese embora a China tenha prometido a garantia de uma liberdade total aos média estrangeiros durante os Jogos Olímpicos, que decorrem entre 8 e 24 de Agosto em Pequim, vem agora cercear esse direito fundamental.
O recuo acontece no que ao acesso à Internet diz respeito, que vai ser censurado. Segundo a agência Lusa, a porta-voz do comité de organização do evento, Sun Weide, disse: "Durante os Jogos Olímpicos vamos fornecer um acesso à Internet suficiente para os jornalistas".
Posto isto, os média presentes em Pequim não poderão utilizar páginas contendo informações sobre o movimento espiritual Falungong, proibido naquele país asiático, bem como a outros sites. Aliás, os jornalistas que trabalham no principal centro reservado à imprensa durante os Jogos Olímpicos, queixaram-se já de não poder aceder a diversos sites como o da BBC.
Jornal de Notícias, 31 de Julho de 2008
A propósito...
"Antes que venha a ILGA, ou outro qualquer lóbi "gay", acusar-me da costumeira homofobia ou coisas do estilo, permitam-me que diga o seguinte: sou, no geral, contra qualquer discriminação, nomeadamente contra a discriminação de homossexuais."
"Isto passa por defender, como absolutamente legítimo e inquestionável, a possibilidade de os casais homossexuais terem mais ou menos o mesmos direitos do que os outros casais. E digo mais ou menos porque há um direito que eu sei que eles não devem ter: o de adoptar crianças. Reparem que eu jamais direi que um casal homossexual, só por o ser, não sabe tratar crianças com amor e com todos os requisitos de que elas necessitam. Mais: defendo - e defendi, numa crónica neste jornal quando a questão concreta se pôs - que um tribunal não pode tirar um filho ao seu pai ou mãe natural baseado no facto de ele (ou ela) ser homossexual."
"Apenas digo que o Estado, ou quem guarda as crianças a adoptar, não deve discriminar nenhuma delas entregando-a a um casal que não está dentro da norma (no sentido em que a norma, encarada do ponto de vista meramente estatístico, é o casal heterossexual). Aliás, quando o primeiro-ministro, criticando Manuela Ferreira Leite, considerou 'pré-moderno' afirmar que o casamento se destina à procriação, eu permito-me discordar. Não é pré-moderno, é da condição humana."
"Todos nós ao cimo da terra somos filhos de um pai e de uma mãe e não de dois pais ou de duas mães. O Estado pode legislar contra este facto da natureza, mas é arrogante pensar que pode alterá-lo na sua essência."
"De resto, a discriminação que sofreria uma criança entregue a um casal homossexual é, a meu ver, muito mais condenável do que não chamar 'casamento' à união que consagra os direitos de dois homossexuais."
"Acrescentaria, ainda, que uma lei de coabitação bem feita poderá perfeitamente servir. Com a vantagem de o Estado não necessitar de saber quem é homossexual e quem apenas vive junto por necessidade económica, amizade pura ou outro qualquer aspecto que só ao próprio diz respeito."
"Resolver problemas na prática é a finalidade da política. Se permitir todos os direitos menos o da adopção (como parece ser a disposição do PS e do PSD), não se pode chamar a essa junção 'casamento', como pretendem certos políticos convencidos da sua modernidade. A insistência no nome apenas revela a agenda escondida, ou seja, a adopção de crianças por homossexuais. E isso seria de uma estupidez imperdoável."
Numa das canções de "Donkey", "Give Up", Lovevoxxx canta "Life is just so serious/ You won't make me serious", mas durante a maior parte do disco a segunda afirmação raramente se confirma. Pelo menos quando se comparam os temas aí incluídos com os do primeiro álbum dos Cansei de Ser Sexy, a banda brasileira mais internacional dos últimos tempos.
Há dois anos, "Cansei de Ser Sexy" foi uma das maiores surpresas do panorama pop alternativo, exibindo uma energia contagiante, uma postura despretensiosa e uma amálgama de estilos que, sem renovações de maior, conseguiu definir uma identidade singular. Com uma produção orgulhosamente lo-fi que em nada comprometia um fortíssimo apelo melódico e um espírito de folia descontrolada, o disco confirmou a promessa manifestada nos EPs que percorreram o underground de São Paulo e, depois, a internet.
Desde então, o quinteto (outrora sexteto) foi rapidamente promovido a nova coqueluche indie mais ou menos exótica, estatuto que "Donkey" torna agora algo duvidoso. Não por ser um mau sucessor, já que acerta mais do que falha, mas por diluir os elementos da música da banda que mais geravam entusiasmo, constituindo uma versão pasteurizada das vitaminas pop do primeiro álbum.
Mais linear, contido e homogéneo, o disco só ocasionalmente oferece a ousadia e desbragamento do anterior, e embora a banda exiba maior solidez instrumental e vocal o preço a pagar pelo acréscimo de profissionalismo é demasiado alto, levando à perda de grande parte da espontaneidade - e de quaisquer temas cantados em português, alguns dos seus melhores.
A produção, a cargo de Spike Stent (Massive Attack, Madonna, Björk) e Adriano Cintra, o único elemento masculino da banda, também contribui para isso, investindo numa polidez que torna o alinhamento quase imune a contrastes.
Há, contudo, excepções, como o primeiro single, "Rat is Dead (Rage)", com óptimas guitarras pilhadas às Breeders ou aos Sonic Youth. Uma das canções mais abrasivas do grupo, sugeriu que a electrónica teria menos protagonismo em "Donkey", o que acabou por confirmar-se.
Ainda assim esta persiste em alguns momentos, não tanto através de batidas saltitantes mas em sintetizadores que não andam longe dos Killers ou dos Bravery - temas como "How I Became Paranoid" ou "Beautiful Song" não enganam. Já em "Reggae All Night" servem um groove de base funk, mais festiva, mesmo que longe de devaneios, e na pequena pérola "Believe Achieve" é recuperada a atmosfera do primeiro disco, onde Lovefoxxx está mais carismática do que nunca.
Menos apelativa, embora eficaz, "Left Behind" segue modelos de uma teen pop que Avril Lavigne não desdenharia e "Air Panther", a fechar, procura ambientes mais apaziguados e intimistas, pistas talvez a explorar num futuro próximo.
Não sendo uma desilusão, "Donkey" também não é o passo em frente que se esperaria de uma banda com uma estreia tão fulgurante. É antes um suficientemente interessante passo para o lado, que mantém algum apelo sem nunca se tornar hipnótico. Mas não deixa de ser um disco apropriado para a época estival, solarengo e divertido q.b., mesmo que provavelmente tenha um prazo de validade tão limitado como um qualquer amor de Verão.