
domingo, 31 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O lobo ou o vampiro?


Vi hoje o new moon, uma tentativa gritante de recriar um "Romeu $ Julieta" gótico. É engraçado mas não é marcante. Desta feita, há novo inquérito: Qual é o mais gato? Robert Pattison, o nosso charmoso vampiro de estimação, ou Taylor Lautner, o nosso lobo com ar de gatinho? Make your decision!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Andou Pandora a abrir a sua caixa para isto...
Foi precisamente no aconchego do meu lar que hoje vi o Avatar. Sim, aquele fime que está no top ten dos filmes mais lucrativos de sempre e cujo personagem principal é um monstrozinho azul de 2 metros e tal de altura e cara de gato (pensar nele como um ex-fuzileiro paraplégico também não ajuda muito...).
Por norma, os filmes seguem um enredo que, apesar de extremamente variável pois as histórias são múltiplas, a regra é invariavelmente: personagem - acção - resolução. Filmes que, como o Avatar, abordam a luta de povos pelo sobrevivência existem aos magotes (e até levou os activistas gay norte-americanos a enxergar homofobia onde pode até existir o contrário: reconhecimento e aceitação da diferença). E sim, o Avatar é um desses filmes. Uma espécie de metafóra para o colonialismo misturada com o actualissimo desejo de evasão cibernético onde o real e a ilusão se misturam, o amor (hetero, por supesto) sempre pronto a fazer das suas, efeitos especiais e voilá: duas horas e meia de entretenimento de massas.
Não desgostei. A dada altura, já estava coladão ao ecrã do portátil a trocer pelos Na'vo, a chorar com a morte da Grace Augustine (adorei o facto de Sigourney Weaver ter participado num filme de ficção científica desta envergadura que tanto faz lembrar o alien), a cantar o "I see you" da Leona Lewis (detesto Leona!) e a suar de vertigens com a escalada do nosso guerreiro para obter o seu ban-shee. Desfiz o meu preconceito mas não é um grande filme, é só mais um. Que Eiwa me perdoe.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Are you fat? No, i'm fag
Depois de ver este video agora percebo porque é que existe tanto heterossexual no mundo. A culpa é do McDonald's.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Quando for grande quero ser um homem X

Gaga quando era Goga
O programa era o "Boiling Points" da MTV em 2005. GaGa (antes de ser Lady) pergunta, revoltada, à empregada: "quer que eu coloque na sua boca?" QUEREMOS GAGA!
sábado, 23 de janeiro de 2010
Os gays vão casar, acho que me vou matar buaaaaah

Já estou a ver, vira-se a mulher para o marido: - "Olha para aqueles gays José, parecem tão contentes!"; Marido: "- Talvez se me deixasses foder o teu cu podíamos ser tu e eu ali querida..."
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Madonna - Across The Sky
I'm no stranger to deception
I've lied, I've been lied to
I'm no paragon of virtue
But I wanna be with you
I've never been a righteous soul
And I don't pretend I am
But I walk the line when I'm with you
'Cause you make me believe I can
But we're running out of options
And we're running out of time
And I don't know if it's you or me
But it's time to speak your mind
Because I'm travelling across the sky
When you're with me, your hand in mine
Our honesty will make us fly
Baby, travelling across the sky
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh
I'm not good at keeping quiet
And I can't keep this tied down
'Bout time to count for something
Yet we're still hanging around
If you need an explanation for
What's false and what is true
It'll never stop the world and think
That I could not be with you
But we're running out of options
And we're running out of time
And I don't know if it's you or me
But it's time to speak your mind
Because I'm travelling across the sky
When you're with me, your hand in mine
Our honesty will make us fly
Baby, travelling across the sky
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh (Travelling across the sky)
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh (Travelling across the sky)
Across the sky, oh-oh-oh-oh-oh oh-oh-oh (Travelling across the sky)
Across the sky, oh-oh-oh-oh.
Contradições naturais

Já é um avanço. Quer dizer, não sei se é realmente um avanço pois, se refere e bem a mutabilidade do conceito de casamento num prisma histórico (mutabilidade essa que não cai no erro do relativismo pois continua a basear-se num mútuo acordo e na liberdade de cada indivíduo) parece ignorar que o próprio conceito de família, ele mesmo, não é fixo e sim flexível (continua sempre a existir 5 critérios-base, impermeáveis ao relativismo - afecto/carinho, apoio mútuo/dedicação, conhecimentos específicos para crianças, poder económico e estabilidade psicológica/relacional): «na família natural, nada é permitido, porque foi a natureza que organizou as coisas assim»
Deus não existe, vai uma aposta?
A Aposta de Pascal, criada por Blaise Pascal, longamente apresentada no livro "Penseés", não é um argumento directo da existência de Deus. É um argumento que poderá ser considerado calculista, a favor de um comportamento humano de acordo com a existência de Deus, seguindo a "razão do coração". Este argumento tem mais ou menos o conteúdo que se segue:
Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, será beneficiado com a ida ao paraíso.
Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, não terá perdido nada.
Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, não terá perdido nada.
Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, você irá para o fogo eterno.
No entanto, este argumento apresenta-se como uma maneira muito maldosa para se tentar convencer as pessoas da possibilidade da existência de Deus. Se analisado, constata-se que é uma falácia do tipo argumentum ad baculum ou apelo à força, uma vez que ela afirma que "se deve acreditar no Deus judaico-cristão sob pena de ser severamente punido após a morte". O perigo e a crueldade desta forma de argumento foi denunciado pela filósofa Hipátia de Alexandria, por volta do ano 400dC, com o seguinte comentário, sobre o Cristianismo que crescia na epoca;
- Governar acorrentando a mente, através do medo de punição em outro mundo, é tão baixo quanto usar a força.
A Aposta de Pascal também incorre na falácia do tipo falsa dicotomia, quando reconhece a existência de apenas duas opções, acreditar ou não no deus judaico-cristão -- ignorando, porém, que existem milhares de outros sistemas de crenças, cada um com seu(s) respectivo(s) deus(es), a serem considerados como existentes ou não. A crença no "deus errado", de acordo com a maioria das religiões, é punida da pior maneira possível. Portanto, as chances de acertar acreditando no Deus judaico-cristão são muito menores do que o estipulado por Blaise Pascal, que é de 50%. Outra coisa a se considerar é o fato de existirem "deuses não-documentados" com propriedades bem diferentes do que as estipuladas pelas Escrituras: omnipresença, omnisciência, omnipotência, benevolência etc.
Esta "aposta" tenta nos levar a acreditar em algum deus, com o pressuposto que isto é muito vantajoso você estando certo e insignificante se estiver errado. Mas esta vantagem é ilusória, pois nunca foi provado que alguem recebeu tal beneficio. E o preço a pagar por crer não é insignificante, pois a pessoa precisa prestar obediência a lideres religiosos, seguir dogmas e tradições sem questionar, e contribuir financeiramente para manter a religião.
A Aposta de Pascal também pode ser usada para tentar-se provar que outras religiões estejam certas, como trocar as Escrituras pelos Evangelhos, ou pelo Corão, por exemplo. No entanto, o resultado, se devidamente analisado, mostrará que as possibilidades de se crer no deus estipulado são mínimas. A conclusão sobre o assunto é variável de acordo com as crenças de cada um. A Aposta, no entanto, independentemente das controvérsias religiosas, é um interessante jogo de argumentação, que mostra como levar as pessoas a um raciocínio errado.
É de Blaise Pascal a frase "O coração tem razões que a própria razão desconhece".
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Monárquicos ou anarquistas? Monarquia ou democracia?

Também acho uma certa piada estes monárquicos terem uma certa atitude anti-estabilishment. Se fosse ao Cavaco Silva tinha cuidado...
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Óoobama à loja

O terremoto dos mass media: 1000 na Escala de Richter (menos, muito menos!)
Eduardo Pittá partilharia da mesma opinião.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Novas descobertas netinianas

Truque para sacar fotos do hi5
Aqui vai. Ingredientes? É só preciso ter o Mozilla (não sei se faz alguma diferença a versão; eu tenho a mais desactualizada, a versão 2). Procedimentos?
- Abra a página do hi5, no seu perfil, e vá para a foto que pretende;
- Prossiga até à proxima foto e no cantinho superior esquerdo a fotografia pretendida vai aparecer em formato minúsculo;
- Seleccione a fotografia minúscula (a que você quer sacar) e com o botão do lado direito do rato faça "copiar endereço da imagem" (atenção: só no Mozilla existe esta opção);
- Agora coloque o endereço na barrinha da Internet. Vai-lhe aparecer a fotografia minúscula mas você quer a fotografia em tamanho normal certo? Substitua o "01" final no endereço por "02" e voilá;
- Agora é so fazer "guardar imagem como" e está.
Apesar de não usar muito o hi5 agora (facebook killed the hi5 star), este truque dá imenso jeito para, por exemplo, ver melhor a fotografia inicial dos perfis privados de hi5.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
A vida é uma merda - Parte I

O terramoto de domingo à noite (não no Haiti, na SIC)
O que este MMS queria era pôr o Carlos a beber cerveja, comer tremoçadas, arrotar e engatar umas garinas. Não pode! Isso têm um nome...
Bem, quanto a nós, já temos o nosso Adam Lambert/Will Young português. Like it or not!
E o mundo ficou mais ... Alegre!

E não, não é uma piadinha gay (alegre = gay). Manuel Alegre, após tanto "vai-não-vai", candidatou-se a próximo Presidente da República, fazendo frente-a-frente a Cavaco Silva, que já reafirmou que está cansado (pois pois...). A meu ver, a única candidatura que consegue unir a esquerda. No entanto, divide o próprio PS (vale lembrar as amarguras de 2008?) e Vitalino Canas não parece muito, lá está, alegre.
Olhem, quanto a mim, já tenho em quem votar. Eu cá não vou em cantigas nem em cavacos. Mas o voto é secreto (chiuuuuuu).
sábado, 16 de janeiro de 2010
Pelo amor da (guerra) santa

Lendo as notícias sobre a implementação da lei da blasfémia na Irlanda (sim, o país onde a 1ª dama traíu o marido com dois homens - pai e filho) e os referendos patrocinados pela Igreja Católica, aos minaretes suíços, parece-me que é justamente o contrário: voltou o movimento da reconquista com direito a pressões inquisitoriais.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Feminist standpoint

Standpoint feminism - «teoria feminista na qual se argumenta que a ciência social deveria ser praticada dentro do ponto de vista das mulheres e/ou de vários grupos e subgrupos de mulheres (ou outras minorias - gays, negros, jovens, etc) e que se certifica que esses pontos de vista são melhores preparados para compreender certos aspectos do mundo. A epistemologia do standpoint feminista propõe que se faça das experiências das mulheres, em vez das experiências dos homens, o ponto de partida»
Haraway, Donna (1988) Situated Knowledges: The Science Question in Feminism and the Privilege of Partial Perspective, Feminist Studies, 14:3, p.575-99.
Identidade (ou dignidade?) de género

terça-feira, 12 de janeiro de 2010
A homossexualidade é uma aberração. E gajas casadas de 50s que andam com chavalinhos de 19 são o quê?

Aventuras com finais felizes

Azar (para o ladrão)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Os negadores da catastrófe ecológica

domingo, 10 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
"O Arco-íris será o simbolo da nossa República" - Miguel Vale de Almeida, 2009
Intervenção de Miguel Vale de Almeida
Deputado Independente eleito em listas do PS
No início do ano em que se comemora o centenário da República, este Parlamento cumpre hoje um dos mais nobres desígnios da democracia: garantir os direitos individuais e a superação de discriminações injustas. Hoje, este Parlamento, todos e todas nós, temos a oportunidade e a responsabilidade de incluir mais cidadãos e cidadãs, como em tempos fizemos com a abolição de discriminações com base no status e na “raça” ou com base no género. Hoje cabe-nos a responsabilidade e o privilégio de pôr cobro a uma grave discriminação, desta feita com base na orientação sexual, dando assim seguimento à nossa Constituição, que proíbe a discriminação com base nessa categoria e assegura o desenvolvimento da personalidade, de que a sexualidade é uma característica primordial e intrínseca.
Aprovando o acesso ao casamento civil por parte de casais de pessoas do mesmo sexo em igualdade de circunstâncias com os casais de pessoas de sexo diferente, estaremos a trazer mais cidadãos e cidadãs para o pleno usufruto dos seus direitos, sem retirar direitos a outrem e sem alterar a natureza contratual do casamento civil. Estaremos a alargar e a incluir, sem excluir ninguém, e sem criar institutos específicos que, tal como actualmente se configura o casamento civil ou tal como se propõe com casamentos com outro nome, acentuariam a discriminação e o apartheid social entre hetero e homossexuais. Não estaremos a destruir o casamento civil, como alguns dizem, mas a reforçá-lo, como o temos feito desde o seu início (na segunda metade do século XIX), no sentido de maior igualdade entre marido e mulher, da possibilidade do divórcio e da adequação a valores culturais assentes na liberdade de escolha. Avançamos agora para o reconhecimento da igual natureza das relações afectivas e contratuais entre um homem e uma mulher, dois homens, ou duas mulheres.
Por que é o igual acesso ao casamento civil tão importante para a inclusão, para a superação da discriminação, e para a recusa e a censura da homofobia por parte do Estado e da Lei? Porque a experiência individual e social dos gays e das lésbicas – a experiência do insulto, da violência simbólica e física, da exclusão – assenta justamente num aspecto intrínseco da personalidade humana (a sexualidade e, especificamente, a orientação sexual), aspecto esse que ganha saliência social no momento em que a afectividade e os sentimentos levam as pessoas gay e lésbicas – à semelhança dos heterossexuais – à constituição de relações afectivas e conjugais cuja publicitação e vivência livre têm sido impedidas quer pela Lei, quer pelas mentalidades mais retrógradas.
As pessoas de que estamos a falar, as pessoas para quem e em nome de quem estamos a legislar, nasceram numa sociedade largamente homofóbica, à semelhança da experiência terrível do racismo para muitas pessoas negras em várias sociedades, e à semelhança da experiência terrível do sexismo para muitas mulheres. Nasceram para uma sociedade que lhes disse que o seu amor não tinha nome; que o seu destino era obrigatoriamente a heterossexualidade; aprenderam nomes insultuosos para designar o mais íntimo e estruturante das suas personalidades; viram-se obrigadas a viver na vergonha, no silenciamento e na ocultação; em tempos e lugares não muito distantes foram encarceradas, torturadas, submetidas a tratamentos forçados, enviadas para campos de concentração. Ainda hoje e entre nós, temem represálias no emprego, temem o insulto na rua, temem a alienação familiar e das redes de amizade. Essas pessoas não são as figuras estereotipadas de um certo imaginário homofóbico, nem as pessoas que, como eu, tiveram o privilégio e a sorte de poderem falar hoje e aqui, neste dia histórico. Eles e elas são nossos irmãos e irmãs, pais e mães, filhos e filhas, amigos e amigas, vizinhos e vizinhas, colegas de trabalho. São pessoas de todos os níveis sociais, ricas e pobres, do campo e da cidade, jovens e idosas, conservadoras ou liberais – e esperam de nós um gesto de reconhecimento. Mas legislamos a favor da igualdade também em nome de todos e todas nós, cidadãos e cidadãs da República Portuguesa - porque nenhum e nenhuma de nós será livre e poderá em consciência usufruir dos seus direitos enquanto estes forem negados ao seu próximo. E porque o valor de uma democracia se mede pela sua capacidade de proteger as minorias e de recusar qualquer imposição baseada em preconceitos maioritários. Não estaremos a reinventar a sociedade, como não a reinventámos quando abolimos a escravatura ou conquistámos o direito de voto para as mulheres. Estaremos sim, como então, a dar continuidade a um projecto civilizacional. Estaremos a alargar o âmbito dos direitos, a tornar a democracia mais democrática, a melhorar efectivamente as condições de vida de mais cidadãos e cidadãs, a garantir mais liberdade de escolha sem prejudicar a liberdade de outros. Estaremos a assegurar os próprios princípios em que assenta o nosso modelo de sociedade – baseado na democracia, na igualdade e nos direitos humanos.
Mas hoje estaremos – se soubermos cumprir o desígnio mais nobre dum Parlamento democrático – não só a garantir o acesso a direitos que são negados por outras figuras ou pelo impedimento de acesso ao casamento civil. Estaremos a fazer um gesto emancipatório com uma importância simbólica ímpar: o Estado e a Lei estarão a dizer a toda a sociedade que as relações entre casais do mesmo sexo têm a mesma dignidade e merecem o mesmo respeito que as relações entre casais de sexo diferente. Sim, estaremos a dizer isso – e os nossos opositores devem demonstrar que não estão a fazer justamente o contrário. Estaremos a promover uma pedagogia anti-homofóbica na sociedade, dando o exemplo a partir do órgão máximo de representatividade democrática; estaremos activamente a promover a mudança de mentalidades; estaremos a cumprir a nossa função de reconhecimento de uma categoria da nossa cidadania que tem historicamente sido tratada como doente, pecaminosa ou criminosa.
Apelo a todas e a todos vós que não mantenham o casamento como um privilégio, mesmo que de uma maioria. Pensem no jovem ou na jovem homossexual e no seu companheiro ou companheira que, ao contrário dos seus irmãos ou irmãs heterossexuais, não podem aceder aos mesmos direitos; e que à semelhança dos seus irmãos ou irmãs heterossexuais, podem desejar exprimir - através do casamento - o seu afecto, o seu amor, o seu compromisso, os seus projectos comuns de vida. No dia seguinte à efectiva possibilidade de dois homens ou duas mulheres casarem civilmente, se assim o entenderem, respiraremos um ar mais livre, cresceremos como democracia, promoveremos a inclusão e acarinharemos a diversidade na igualdade. Nesse dia, o arco-íris – símbolo da luta dos gays e das lésbicas pela sua dignidade plena - será também um símbolo da nossa República.
Muito obrigado.
Pacheco Pereira - é muito "P" no Nome...

Em suma, Pacheco Pereira é contra o casamento entre pessoas de sexo diferente.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
"Em breve virão muitos outros países, impulsionados por duas forças imparáveis - a liberdade e a igualdade" - Zapatero, 2005
Não há palavras. Fizemos História! Sim, tu e tu e tu. NÓS. Em apenas duas palavras: ORGULHO GAY!
Resposta a Café Odisseia parte II (até sexta tenho tempo...)

Essas acusações conheceram fundamentos racionais. Não culpe a Igreja Católica por existir num mundo de Homens com graves defeitos.
Já Aristóteles considerava a homossexualidade "contra natura", também o considerou Cícero, e muitos outros grandes filósofos e autores (Marx, Lenine, Lutero, Calvino, por exemplo) que mudaram a forma como entendemos o Homem.
Não se esqueça que conhecidos católicos até foram conhecidos por terem relacionamentos homossexuais. Muitos deles ocuparam cargos altos na Idade Média. De Reis a Bispos, passando por Papas.
Não pense que me ilude seguindo por uma lógica gay-friendly do tipo “ai vocês rabetas sempre existiram e eu reconheço isso”.
Em primeiro lugar, gostaria de dizer que a consideração da homossexualidade como uma realidade anti-natural é ilegítima, sobretudo porque quem utiliza esse argumento, claramente o faz no sentido de conspurcar a própria homossexualidade e, logicamente, a percepção que se tem dela. Eu não sei se a própria heterossexualidade é assim tão natural e a homossexualidade assim tao anti-natural, e estamos no prisma de quem considera uma realidade anti-natural algo negativo.
A sexualidade (hetero ou homo) só se constituiu como objecto de estudo da Ciência e, consequentemente, como conceito multireferencial (a sexualidade engloba desejo, afecto, projectos em comum, amizade, companheirismo, experiência de sentidos, etc) nos finais do Séc. XIX, numa altura, em que se estavam a organizar os Estados-Nação e o Estado precisava de (re)conhecer o que tinha no seu território. Conceitos como, por exemplo, o conceito de “povo” deram lugar ao conceito de população, com todas as suas variavéis: taxas de natalidade, taxas de mortalidade, taxas de mortalidade infantil, etc. Foi precisamente nessa altura, com o advento da Revolução Industrial (que, mais tarde, deu lugar ao Capitalismo como hoje nós o conhecemos), que era preciso mais e mais pessoas para trabalhar as máquinas (crianças, inclusive). Ora, por isso mesmo, tinham que se reforçar as taxas de natalidade. Como? Criando um padrão normativo de sexualidade que tivesse como aspecto salientador a repressão aos seus desvios. Não quer dizer que esse modelo (sei que não vai gostar mas) não tivesse existido até então e sido “imposto” pela Igreja, ao longo de toda a Idade Média, mas agora ele passa a ser instaurado num dispositivo chamado sexualidade. O que antes era um acto (homens que têm sexo com mulheres, homens que têm sexo com homens, etc) passa a ser uma estrutura ampla, sujeita a regras, regras essas que se fundamentam na perseguição do seu desvio. Esse modelo vaticinava a heterossexualidade (reprodutoria) dai o tabu à homossexualidade; a monogamia, daí o tabu à poligamia e a exogamia, dai o tabu do incesto. Aprisionado num sistema de repressões, esse modelo era tudo menos natural. Isto é, a sexualidade, ela própria, é uma construção social.
A própria reprodução não tem um carácter só heteronormativo; existe reprodução hermafrodita (minhocas), clonagem (morangos), mitose, etc. Em suma, é errado dizer que a homossexualidade é anti-natural partindo do pressuposto que natural se refira a Natureza (animal, vegetal, etc). Por outro lado, se tivermos em conta que o termo “natural” se refere a uma quantidade então seguramente a homossexualidade é um comportamento, apesar de frequente, minoritário. E atenção: minoritário a partir das concepções modernistas de (homo)sexualidade pois a propria definição de homossexualidade exacta e consubstanciada numa identidade é dúbia (ou de heterossexualidade, como quiser).
Dessa forma, a homossexualidade é anormal. Contudo, essa ilação só é válida numa perspectiva inerte/estática porque se observarmos as coisas numa perspectiva tranversal e histórica a homossexualidade passa a ser normal (= natural) pois é transversal a todas as culturas e todas as épocas independentemente de os Estados/Leis a legimitrem, reconhecerem, tolerarem ou reprimirem (@s criminos@s e violadores também mas a homossexualidade, ao contrário dos primeiros exemplos, não pôe em causa a liberdade de ninguém e esse facto é um elemento que perturba a homofobia), de tal forma que o anormal é uma sociedade sem homossexuais. Por outro lado, o termo “desvio” ou “anormal” é usado com a intencionalidade de atacar os próprios homossexuais (como se a homossexualidade fosse algo passivel de escolha ou mudança), mesmo a um nível nosólogico, mas em nada se relacionam com uma moralidade boa ou má. Isto é, o bom não é necessariamente o maioritário (e.g.: os génios) e o mau não necessariamente o minoritário (e.g.: obesos) ou vice versa. Da mesma forma, não tem que existir um padrão normativo absoluto (é normal ter olhos azuis ou castanhos? Na sociedade portuguesa é normal ter olhos castanhos mas também é normal tê-los azuis. É normal ser-se negro ou branco? É normal ser-se branco, numa sociedade francesa, por exemplo, mas também é normal ser-se negro. Relativamente à (hetero/homo) sexualidade a mesmíssima coisa. O problema é que, ao contrário das características inertes e essencialmente biológicas como cor de olhos, cor de pele, sexo, etc, a orientação sexual (encarada estrategicamente mais com um comportamento mas não necessariamente) interfere com as questões da reprodução e, portanto, é politica (para já não falar do facto de haver aqueles debates sobre a origem da homossexualidade; biológico? social?).
Agora encaramos a naturalidade como algo negativo e anti-naturalidade como algo excelso.
O maior problema dessa identidade é pôr em causa a biologia, em última instância a reprodução e, portanto, desafiar o poder politico e o proprio modelo “naturalizado” da sexualidade, sempre numa perspectiva colectiva (reprodução) que a negativiza versus individual (desejo homossexual) que a enaltece. Dai a sua forte repressão.
Quanto à reprodução a mesmíssima coisa. Ela não está ancorada ao acto heterossexual (pénis + vagina = filh@s). Ela é opcional. A homossexualidade e o desejo de parentalidade arranca a reprodução do jugo da biologia. Transfere-a para o ar. Daí ser perigosa. Ela aparece desgarrada do casamento, da conjungalidade heterossexualizada. Torna-se instável. Não há controlo estatal sobre ela
De resto, não faço qualquer juízo de valor em relação à homossexualidade, nem à heterossexualidade.
Discordo em absoluto que o casamento seja espontâneo. Não o é. Ele faz parte de um dispositivo da sexualidade promovido pelo próprio Estado. Espontâneo seriam, por exemplo, as alianças homossexuais que o Estado nunca reconheceu.
O casamento é uma tomada de responsabilidade que é dada à escolha do cidadão. Os termos desta decisão estão formalizados há muito tempo, pelos usos e costumes dos Povos.
Parece que não entendeu! O facto de uma realidade ter sido “validada” pelos usos/costumes por um povo não quer dizer que não seja passível de alteração. É-o. Aliás, como você próprio o refere. Não é uma alteração radical pois continua o vínculo heteronormativo do casamento. Seria radical se eliminássemos o casamento entre PSD e “legalizássemos” apenas o casamento entre PMS. O problema que você coloca já o entendi: o alargamento do conceito de casamento a uma realidade diametralmente diferente (até que ponto?) como a homossexualidade pressuporia o casamento polígamo, por exemplo, pois o eixo organizativo do casamento passaria a ser os afectos. Que o seja. Porque não? O problema (como já leu no meu poste sobre as diferenças entre ambos) é que não existe uma reivindicação social nesse sentido. É uma possibilidade? É. Mas vai de encontro ao argumento que invoca sobre a pretensa mais-valia da heterossexualidade reprodutiva (que a difere da homossexualidade “enquadrada” num contexto monogâmico não-externo) e das maiores possibilidades reprodutivas da poligamia. Isso ainda não o vi a rebater. E por isso tenho quatro perguntas para lhe fazer:
- Se duas pessoas de sexo diferente podem casar porque é que três pessoas não o podem (por exemplo, um homem e duas mulheres)?
- Alarga-se o casamento a casais do mesmo sexo. O que poderá de pior ocorrer com isso? (não invoque o argumento da poligamia pois a sua “aversão” é, a meu ver, relativa – relativa de relatividade não de relativismo)
« (…) desinstitucionalização do casamento, de forma a desproteger as pessoas, a descredibilizar os contratos pessoais.»
- Desproteger pessoas?
De um lado há a preservação de um conceito, do outro, existem vidas reais. Pessoas que morrem e um/a d@s parceir@s fica sem nada, pessoas impossibilitad@s de verem @ parceir@ ao hospital, etc. Entre um conceito e vidas reais venha o diabo e escolha. E não são meia dúzia. São um milhão. Em Portugal. Por exemplo, nos EUA, o número é equivalente à população portuguesa toda. É exactamente por ser uma minoria numerosa o suficiente para contestar que fomos perseguidos.
- Ainda não me respondeu: considera o paradigma heteronormativo de Adão e Eva correcto visto que ele pressupõe o incesto?
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Resposta a Café Odisseia
A resposta ao seu comentário deixado no meu blogue. As minhas respostas encontram-se intercaladas com as suas premissas, mjuitas delas, falácias.
Os conteúdos no seu blogue parecem muito aversos a algumas instituições como a ICAR, e a algumas pessoas como os reaccionários. Penso que há grande injustiça nesses argumentos.
Não há nenhuma injustiça em ter posições pessoais sobre determinados assuntos ou instituições e emiti-las. Não sei se sabia, a liberdade de expressao é algo que está implicita (e explicita) na sua Constituição (minha não deve ser de certeza porque ainda não tenho plenos direitos). Assim como a sua opinião pessoal reaccionária sobre a propria homossexualidade que faz questão de emitir. Não vejo qualquer discrepancia de ambas as partes, parece-me sensato. Parece-me sensato ainda que o proprio tabu da homossexualidade fora promovido pela ICAR ao longo de toda a Idade Média onde milhões de homossexuais morreram nas fogueiras inquisitoriais. Acho insensato, por isso, rotular o “suposto lobby gay” com as mesmas terminologias que o movimento LGBT utilizou para usufruir de uma plena cidadania. Meter a homofobia (que afecta a liberdade d@s outr@s) no mesmo saco que a homossexualidade (que não afecta a liberdade de ninguem), isso sim, é realmente fascizóide.
Primeiro, porque a ICAR adopta muitas vezes posições progressistas em relação a medidas sociais e até políticas.
Acredito. Olhe o caso do aborto, do uso do preservativo, da igualdade de género. Acredito que o lobby católico (está a ver eu a pegar na mesma terminologia que o/a Sr(a) utiliza para lobby gay?) esteja a propragar-se pelas faculdades para intoxicar os principios neutrais e modernistas da Ciência (!).
Nesta questão adoptou uma posição que me parece correcta, de preservar o carácter de um instituto jurídico. Já escrevi sobre isto noutro sítio, aponto-lhe o link para que possa ver, com mais atenção, os meus argumentos.
Agora, comentando o seu texto:
É, de facto, populacho confundir homossexualidade com pedofilia. Um adulto pode agir de acordo com as suas inclinações sexuais que a sociedade só pode ter isso em conta como algo da sua responsabilidade. Obviamente, uma criança merece uma protecção especial. Por isso é que já antes de nascer se protege os direitos das crianças (os direitos dos nascituros, para ser mais correcto). Ou pelo menos costumava ser essa a forma de pensar das nossas leis. Agora já não sei.
Não estamos assim tanto de desacordo nesta questão. Traduzo a última expressão com um certo laivo de sarcasmo. Penso que as leis tenham um carácter provisório e que os conceitos sejam volutáveis; presume-se que reflictam a realidade social. A não ser que ache a nossa Constituição continue exactamente igual à anterior de 1974.
Quanto à zoofilia, parece-me também uma conduta ofensiva, capaz de lesar os animais. Não me parece que legalizar o casamento entre um homem e uma cabra é algo a levar a sério.
De absoluto acordo.
O erro do seu casamento é pensar que os institutos jurídicos são como a Lux, estão lá para se divertir por um pouco. No casamento não se regula o amor nem a orientação sexual. O próprio Tribunal Constitucional já considerou que não há nenhuma violação do princípio da igualdade.
O erro da sua metáfora irónica é claramente um erro de estereotipia de achar que tod@s os homossexuais vão à Lux. Os institutos juridicos pressupõem a adequação a realidades sociais, como por exemplo, a existência de familias homoparentais; o Estado e as suas leis não tem poder prescritivo (a não ser em questões em que as matérias tenham a ver com a interfência na liberdade d@ outr@: crimes, assaltos, violações, pedofilia, o que não acontece com o casamento/adopção). Um Estado democrático não é um Estado nazi. Aí reside a diferença de como as diferentes ideologias interpretam o papel do Estado. É provável que argumente que o divórcio, a adopção, a própria homossexualidade, etc, sejam realidades externas não deliberamente pensadas no decorrer de algumas instituições. E aqui está o erro! Poderia usar o mesmo argumento para o caso dos homicidios pois estes também não se encontram previstos na lei (estão enquadrados juridicamente/legalmente mas fogem à norma social) e, portanto, enquanto realidades a lei têm que reconhecer.
No entanto, se há um grupo de interesse que pretende perverter esse instituto, com os seus objectivos e a sua agenda política, não se pode perverter também o sentido da lei.
Grupos de interesse existem vários. O lobby d@s professor@s, o lobby católico, o lobby homofóbico, o lobby de extrema-direita, o lobby dos moralistas. Por outro lado, não vejo nenhum mal o Estado reconhecer a homossexualidade. Repito: é uma realidade. Ou será que o Estado só a reconhece quando a criminaliza? Incoerências…
Até agora, o casamento estava entregue a uma definição, a união entre um homem e uma mulher. Não há uma menção a homo ou heterossexualidade.
Contudo, os homens e as mulheres tem diferentes orientações sexuais. Penso que saiba isso não? Queria ve-lo(a) a usar esse argumento na penalização da homossexualidade. Os seus argumentos são claramente oportunistas. Também não acho que o Estado deva proibir a discriminaçao religiosa mas sim ser absolutamente LAICO (do you know what it means?)
Agora que se cria um clube jurídico para os homossexuais (isso sim uma discriminação) é preciso reanalisar as coisas.
Criou-se um clube juridico para casais heterossexuais (uniões de facto) e ninguém se queixou. Pior, esse clube juridico pressupoe uma hierarquia simbolica. Dentro dos proprios tramites heteronormativos. O mesmo é dizer que existem heterossexuais superiores e heterossexuais inferiores.
Se três adultos desejam unir-se, o amigo Casado de Fresco, do alto da sua concepção de moral (sim, você é que é o moralista, você é que quer transportar uma moral para algo que era moralmente inócuo), bem pode andar por aí a dizer que as senhoras são discriminadas por partilhar o mesmo senhor.
Se três pessoas responsáveis pretendem unir-se, então, a validade para tal é a mesma que a usada para a união de duas pessoas.
Se o casamento pressupoe uma logica de reproduçao biologica (não é esse o principal argumento invocado contra o casamento entre PMS?) e representando a poligamia maiores probalidades de reproduçao não será do interesse dos heterossexuais o alargamento do casamento monogamico para o poligamo? Não será isso que voces tanto pregam? A heterossexualidade pressupoe a poligamia. Mais: pressupoe o incesto. Se segundo o paradigma católico heteronormativo do Adão e da Eva (coitados, sem liberdade de escolha) pressupoe uma reproduçao biologica em grande escala (a existência e expansão da Humanidade) então parece-me lógico que os filhos e as filhas de Adao e Eva tiveram que ter relações sexuais entre si (dai a expressao “irmaos” para designar @s católic@s). Isto é, a heterossexualidade é uma condição logica do incesto. A não ser que ache que o Adao teve relações sexuais com a serpente, o único outro ser disponível. Straight guys can be so nasty…
Só a pura coação bloquista, tão viva no interior dos "movimentos" gay, é que é capaz de considerar que o Estado tem o dever de proibir 3, 4 ou 5 pessoas a fazerem o que quiserem com elas próprias.
Se leu bem o meu texto eu não proibi nem sugeri a proibiçao de nada. Acho um disparate presumir a minha orientação (orientaçao ou opção?) politica só porque eu demonstro ter, na sua percepção, uma visão reaccionaria (!) sobre a ICAR.
Não há razão nenhuma para se abrir o casamento a uns poucos para continuar a fechá-lo a outros poucos
Defende o casamento poligamo? As comparaçoes dos reaccionarios entre o casamento entre PMS e o casamento poligamo são tão apocaliticas que qualquer dia ainda pensam que o que voces querem é mesmo o reconhecimento legal da poligamia. Cuidado! Só mesmo no legitimo das pessoas heterossexuais (embora ache que o Estado não deva legislar, aliás, pegando nas suas próprias palavras) sobre a orientaçao sexual das pessoas, heterossexuais inclusive.
“Ah e tal, a reprodução…”
A reproduçao é um meio autonomo. Pressupoe, não a existencia de homens ou mulheres (numa perspectiva heterossexualidade de junçao entre penis e vagina) mas de espermatozoides (esses seres, a maio caminho de serem a vida sobre o formato de feto [???] e ovulos). Não será, pelo meio que defende, as mulheres entao as únicas legisladas pela lei já que é delas (e do corpo delas) que decorre a reprodução? Não serão os homens um empecilho estatal?
Contudo, gostava de ve-lo a rebater o argumento do incesto. É que nenhum/a heterossexual ainda me soube explicar… lá está, direito!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Sebastião Salgado - Genesis
